Floresta Amazônica BrasilA Floresta Amazônica, em sua maior parte, está presente na Região Norte do país e é a maior floresta equatorial do planeta, responsável por abrigar uma biodiversidade e conter uma das maiores reservas de água doce do mundo. Seu clima é o equatorial, quente e úmido, e suas chuvas são capazes de influenciar outras regiões do país.

As atividades extrativistas, a derrubada e comercialização de madeira, além da criação de gado tem contribuído com o desmatamento. Outro ponto é que a falta de manejo sustentável tem impedido que haja uma exploração racional dos recursos, acarretando no desaparecimento de espécies que ainda nem foram estudadas.

Especialistas sugerem que com o aparecimento das clareiras nas florestas, ocorre a diminuição das chuvas e consequentemente a desertificação, pois com a retirada das árvores, os nutrientes do solo também são retirados.

Queimadas na Floresta

As queimadas na Floresta Amazônica, apesar de diminuírem, se tornam mais constantes. Isso, por que, entre o fim da década de 90 a início de 2000, os focos de incêndio aumentaram quase 60%. Mas, o governo e os órgãos responsáveis pelo monitoramento de queimadas e incêndios fazem o controle desses dados. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), por exemplo, monitora áreas da floresta via satélite, a fim de gerar dados para controlar, combater e fiscalizar desmatamentos ilegais. Com essas informações, também é possível saber a quantidade de gases de efeito estufa são lançados provenientes desses desmatamentos.

Durante as queimadas, o monóxido de carbono é capaz de intoxicar os animais e matá-los. Aqueles que sobrevivem tem dificuldade de se alimentar e tão pouco encontram locais para se abrigar. Por causa das queimadas, o Brasil contribui com a emissão de gases que intensificam o efeito estufa. Além disso, o fogo é capaz de prejudicar o solo e as plantações. Como já está desgastado, a chuva carrega todos os nutrientes dele. Isso provoca o fenômeno conhecido como lixiviação, assim, o solo se torna infértil.

Preservação da Floresta Amazônica

A Luta de Chico Mendes

O seringueiro e sindicalista Chico Mendes foi responsável pela defesa da Floresta Amazônica e dos seringueiros. Ele nasceu na cidade de Xapuri, no Acre. Suas reivindicações foram essenciais para que a devastação da floresta ganhasse importância internacional, tanto é que os membros da Organização das Nações Unidas visitaram Xapuri, em 1987 e verificaram as condições da floresta e o prejuízo aos nativos. Por causa de suas ideias, ele ganhou o prêmio Global 500.

Seus trabalhos com movimentos sindicais começaram a partir da década de 70. Além disso, em 1977, ele foi vereador pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB) através do Partido dos Trabalhadores (PT). Por conta de sua luta, foi ameaçado de morte diversas vezes, pois prejudicava os fazendeiros da região. Por isso, em 1988, ele foi morto em sua casa, aos 44 anos. Mesmo com seu assassinato, houve a continuidade de seus projetos, além disso, sua luta deu origem as Unidades de Conservação (UCs) - reservas ambientais que trabalham com o desenvolvimento sustentável, proporcionando uma melhor qualidade de vida aos moradores (seringueiros, ribeirinhos e indígenas). Essas áreas foram regulamentadas por lei e contribuem para o crescimento dessas pessoas que dependem dos recursos da floresta para sobreviver.

Em homenagem ao ativista, a família criou o Instituto Chico Mendes, uma ONG com fins sócio-ambientais. Em 2007 foi criado também o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) com o objetivo de gerenciar as áreas de conservação ambiental do Governo Federal.

O Uso da Madeira Ecologicamente Correta

Uma das soluções para evitar a comercialização de madeira ilegal está no uso de madeira ecologicamente correta. Grande parte desta degradação ocorre por causa do incentivo do mercado da madeira utilizada para a construção civil ou para a produção de móveis. Para isso, uma das medidas tomadas foi a utilização de um selo, ou seja, para que os consumidores de madeira saibam que a exploração é legalizada e não agrediu a floresta precisará encontrar o Selo Verde ou Forest Stewardship Council (FSC), criado por governos e ONGs a fim de definir regras para a comercialização legal da madeira que é explorada nas florestas tropicais do planeta. As madeireiras interessadas em receber o certificado devem realizar a atividade de modo sustentável.

Monitoramento e Fiscalização

O INPE, por meio do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (PRODES), analisa o desmatamento por corte raso na Amazônia Legal. A partir das taxas, o governo cria políticas públicas para combater o desmatamento. O INPE ainda utiliza o Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (DETER) e o Projeto de Mapeamento da Degradação Florestal na Amazônia Brasileira (Degrad). Além desses, há também o Sistema de Alertas de Desmatamento na Amazônia Legal (SAD), do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).