Vitória RégiaO desmatamento no Brasil é escandaloso. Com o passar do tempo, a devastação pode ser vista e sentida. São muitos motivos que influenciam o desmatamento: urbanização descontrolada, agropecuária, crescimento industrial, comércio de madeira. Porém, as consequências da falta de planejamento sustentável podem custar caro.

O Brasil é um país que possui muitas riquezas naturais; a biodiversidade que se encontra nos diferentes biomas pode trazer múltiplos benefícios para ciência e para sociedade como um todo. Porém se toda essa riqueza continuar sendo explorada sem limites, seu fim será certo e o que sobrará serão malefícios, tais como desertificação, extinção de espécies, aceleração do aquecimento global, diminuição dos recursos hídricos, desfertilização dos solos e muitos outros.

Ao contrário do que se pensa, o desmatamento não é uma novidade. A mata atlântica, por exemplo, começou a ser desmatada logo depois da descoberta do Brasil pelos portugueses, que buscavam o pau-brasil para produzir um valioso corante para vender na Europa. A exploração não parou por aí: a história nos mostra que os ciclos econômicos do Brasil consumiram mais de 90% da mata que um dia cobriu o litoral do país.

A floresta amazônica padece do mesmo mal. Apesar da sua importância ser muito conhecida, o cuidado que se tem com ela é ínfimo. As constantes queimadas, o comércio ilegal de madeira, o contrabando e caça de animais, tudo contribui para uma crescente diminuição da cobertura vegetal amazônica e prejudica até o clima.

Já o cerrado é o bioma mais desmatado. Estudos mostram a diminuição assustadora de sua área original: a derrubada das árvores para beneficiar obras urbanas, construir pastos e fazer enormes plantações, produção de carvão vegetal e as constantes queimadas enfraquecem e ameaçam o cerrado brasileiro.

Apesar da visível degradação que o homem vem causando ao longo dos anos no Brasil, apenas há alguns anos as leis se tornaram mais rígidas, podendo levar para prisão quem comete um crime ambiental. É certo que uma legislação pode ajudar a deter maior parte do desmatamento, mas se o governo não impuser fiscalizações para monitorar as áreas de preservação, as leis acabarão sendo em vão.